Armazém. Palavra que evoca aromas e sabores de um passado não muito distante, quando os alimentos, puros e saudáveis, eram expostos para a venda e para o deleite dos olhos e do paladar.
Brazileiro. Era assim, com "z", que se escrevia o nome do Brasil até o ínicio do século XX.
Muitos ainda se lembram dos grandes armazéns do interior, onde cheiros irresistíveis de leite fresco, queijos artesanais, pães recém-assados, farinhas, ervas e açúcares se misturavam no ar e se fixavam em algum cantinho da memória, onde perduram até hoje. Na época em que os armazéns eram os grandes centros de distribuição de alimentos, o Brasil era um país essencialmente rural, com imensas extensões de terra a serem exploradas. Um país de desbravadores e imigrantes, que traziam na bagagem receitas de pães, bolos e outras massas.
Era uma época em que as boas coisas da vida podiam ser apreciadas sem pressa.
Esse é o espírito do Armazém Brazileiro.
Resgatamos as delícias da cozinha que foram incorporadas à nossa tradição culinária graças aos vários povos que aqui chegaram e que, muitas vezes, adaptando seus conhecimentos aos hábitos dos povos indígenas nativos, criaram misturas inusitadas e, assim, escreveram parte da história do Brasil em antigos livros de receitas.